segunda-feira, 3 de março de 2014

MARAVILHAS DA NATUREZA -04 O CATETO OU CAITITÚ



Falaremos hoje de uma espécie de animal selvagem cujo nome é caititu ou cateto, muito comum em vários estados do Brasil, muito especial nos pantanais sul mato-grossenses. É um animal terrestre, onívoro, mamífero, quadrúpede, vertebrado, da raça suína, mas selvagem! Não é muito grande não! Até um metro de comprimento, chega a pesar 30 quilos. É de fácil convívio em cativeiro, pegam mamadeira e crescem junto com cães e se dão muito bem, para onde um ir, o outro vai também, se outro cão estranhar o seu companheiro, está armada a maior das confusões, sai na defesa de seu amigo, é muito valente! Suas presas incisivas parecem quatro facas, cortam qualquer outro animal com uma rapidez incrível, pode o seu amigo estar envolvido na briga com o outro, ele corta só o adversário, discerne-o pelo faro.  Anda aos bandos de pequena quantidade, de seis á quinze companheiros, gostam muito dos capões altos e secos, serrados, chapadas ás vezes furnas ou eixos de serras.  O seu pelo é de cor preto-cinzento, com um colar esbranquiçado na entrada dos peitos, pelo ralo, longo e grosso, as vezes tem o queixo branco, quando percebe qualquer coisa diferente, arrepia-se todo o dorso, focinho longo muito parecido com o seu parente, o queixada, não é bravo como o referido, é muito corredor quando perseguido pelos caçadores ou até mesmo os predadores, silencioso, vezes por outras dá um “rum” para saber onde estão os companheiros, pois os outros respondem do mesmo jeito, apesar de saber que se norteiam pelo faro entre si, não são encrenqueiros, nem sempre brigam entre si, nem mesmo quando as fêmeas estão no cio, elas copulam com mais de um macho, e aquele que vier é aceito, até 186 dias de gestação, nascem dois filhotes, se a mãe morrer por qualquer causa, a outra fêmea cuida da sua cria, adotando-os, e com 8 meses as leitoas estão já adultas e os leitões só com 1 ano é ficam adultos, se alimentam de frutas do mato, cocos de bacuri, bocaiuva, licurís, ou pindós, buritis, raízes diversas, come rãs, corós de coqueiros e pau podres, ratos, e insetos como besouros, cigarras e minhocas, o líder do bando é sempre o mais velho do grupo,  quando sentem algo diferente como por exemplo, na presença de uma roça, o cheiro de milho verde, abóbora, feijão maduro, mandioca, batatas, rapidinho vem fazer uma visita, depois que saciaram a fome vão em busca de agua, seja num córrego, rios ou poças d’agua no meio do mato, grotas, regatos de serras, e logo se deitam onde estiver fresquinho para descansar, não se afastando muito da roça, nem por muito tempo. Logo voltarão. Se o bando contiver ao menos uns sete ou mais farão um estrago enorme nas roças. Fuçam tudo o que acharem que deve, não desperdiçam nada comem mesmo com gosto. Se não forem notados por ninguém, comerão tudo o que tiver no seu alcance. A roça ficará reduzida a nada! Agora se for caçados pelo homem da roça, esparramam-se todos, cada um que defenda sua vida como puder. Corre muito, chega a desenvolver uma velocidade de até 50 km por hora, na arrancada que der. Se for pego algum, parece que os outros nem dão por fé, passado o susto voltam de novo, enquanto na roça tiver o que comer, jamais abandona o intento de ficarem nas mediações, que problema tem em ficar onde há fartura. Se não puderem vir de dia ficam na espreita e virão á noite sem falta quando dá um chuvisqueiro de dia, então sai a qualquer hora, andam o dia inteiro sem descanso. O roceiro matará o derradeiro que tiver no bando. Neste aspecto são bobocas mesmo. Á noite escolhem um lugar bem ventilado para dormirem, um lugar alto, se houver coqueirais na beira do rio ou córregos, está tudo certo, deitam um ao lado do outro, com as cabeças opostas, de modo que um vigia a traseira do outro, em épocas de muito frio chegam até fazer pilhas, um por sobre os outros, chegam ate gemerem de peso, semelhantes os porcos comuns no mangueirão, então uns vigiando os outros por detrás, terão mais facilidades de defesa contra os predadores, um deles é mais encarniçado, a onça parda. De carne muito boa, salvo quando comem um tipo de erva que os contamina, aí ninguém consegue comer sua carne, o humano que teimar em comer assim mesmo, estará sujeito a uma alergia que dá o que fazer para ser curado, ficam com um almíscar de ervas que ninguém suporta comer. É o seu antídoto contra pestes e doenças que no seu habitat existe. Passado o efeito que dura uns três dias ou mais, depende do tanto que ingeriram logo está bom de novo! Visitam também os barreiros onde há salinização natural na terra, aumentando assim o seu anticorpo. É um porco que não dá gordura, é quase só carne mesmo. É uma pena ser mais um dos animais em extinção, principalmente em arredores de aldeias, com as leis de preservação ambientais, em vigor, além da vigilância de nossas autoridades em circulação por todas as fazendas sítios e chácaras em todas as regiões do estado, a quantidade que tem é muito pequena! Há fazendeiros que fazem muito por eles, não deixa ninguém caçá-los e ainda dá-lhes de comer no meio de suas criações nas pastagens.
CURIOSIDADES DA NATUREZA:  CONHECIMENTOS, CONVIVÊNCIA  E CRIAÇÃO DA HISTÓRIA DE:  LUIZÃO-O-CHAVES. 18/02/2014   ANASTÁCIO MS .   

   
                           



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