segunda-feira, 3 de março de 2014

MARAVILHAS DA NATUREZA -03 - O QUATI MUNDÉU



Um animal de pequeno porte, silvestre, terrestre, mamífero, onívoro, vertebrado, muito conhecido por todos os caçadores e não caçadores. Sua cor é cinzento-amarelado, ás vezes, mais para o preto com a barriga mais clara, tem muitos anéis pretos no rabo, que destacam bem pela cor amarelada de fundo, o seu tamanho até um metro e trinta do focinho até na ponta do rabo, pesa em torno de onze quilos. A fêmea tem uma gestação de dez semanas e dá até sete filhotes, que só abrem os olhos depois de oito dias, o seu ninho para criar é feito bem no alto das árvores, numa zamboeira de cipós, quando está para parir se isola do grupo, os filhotes só saem do ninho depois de uns 30 dias. Só ficam adultos depois de um ano e cinco meses, só vai reproduzir quando tiver dois anos. Para trepar em árvores é ligeiro igual macaco, suas unhas são como garradeiras, usa o rabo para auxiliar quando vai descer, por medida de segurança. Geralmente mora em oco de pau, ou toca subterrânea. É mais diurno, mas vezes por outra sai á noite, sempre sozinho.  De fácil adaptação entre nós os humanos devido as suas características de ser muito dócil e safado para ficar observando qualquer movimento de gente e de outros animais no meio em que vive. Se torna feroz quando acuado por cães. Tem a natureza muito parecida com o nosso cão, na pelagem nos gestos e no modo de olhar para a gente quando o encontramos no seu habitat. Não se sente incomodado com a presença nossa, ao contrário de outros selvagens.  Costuma andar na mata ou cerrado, em grupos de dez ou quinze elementos onde procuram o que comer em beira de córregos, comendo insetos, rãs, corós de pau podres, besouros diversos, fuça o chão de leve, pois tem o focinho mole e delicado, tem um faro muito bom. Há casos que para ganhar a vida não estando fácil, achando sapos sem se importar com o tamanho dele, pega dos queixos rasga a boca dele com as mãos, igual gente quando rasga um pedaço de tecido, e come o que tiver por dentro, a buchada do anfíbio. Ás vezes anda em pequenos grupos também, de dois ou três, dormem bem no alto na copa das arvores, só descem quando o dia está bem claro, com a luz do sol lá pelas quase oito horas, por causa dos seus predadores, onças, águias, jaguatiricas, cães do mato em bando, vendo que não há perigos, nem ninguém lhe tocaiando, se perseguido corre com muita lentidão, aí então sobe muito ligeiro, e fica lá no alto das copas das árvores, se acomoda bem e espia lá de cima o seu agressor desapontado, se for cães, não desce por nada. Quando resolve descer, põe as mãos no focinho e pula lá de cima de ponta cabeça, bate com a nuca no chão, levanta e sai correndo é quando o cão lhe ataca, morde na garganta degolando-o, isso porque dá uma cambalhota na frente do cão que, sem saber suas intenções, avança passando por cima, e ele por baixo crava os dentes na barriga ou pescoço do cão, irrequieto, não fica sossegado um só instante, parece que sofre de coceira, mas tem mesmo uma coceira daquela parecida com rabujas de cães. Toca viola sentado com as patas traseiras. De fácil convívio em cativeiro, desde que nada lhe falte. Adapta facilmente com nossos alimentos, come de tudo que der. Sentado no chão como o cão, coça com o mesmo jeito, lambe-se todo da mesma maneira, enfim, é o mesmo que você estiver vendo um cão cuja diferença é só na cor e no rabo. Se pego ainda pequenino e criado na mamadeira fica tão manso que a gente põe no colo ele fica muito tranquilo, despreocupado da vida. Só é muito indecente pela sujeira que faz, faz em qualquer lugar, se lambuza sendo em piso ou calçadas, pisa por cima do excremento ou suja o rabo. Amestrado com uma facilidade impressionante, se adapta, faz amizade com gatos, macacos e cães que a gente nem imagina como todos se dão bem, principalmente se criados junto desde pequeninos. A maior curiosidade que já pude ver do quati-mundéu, é um que fora criado desde pequeno com um cãozinho de nome “Chibante”, dormiam juntos, passeavam juntos, sim o passeio e muito bom, pois o quati monta a cavalo no cão, abraça por baixo do pescoço deste, laçando o seu rabo por baixo da cauda do amigo para maior segurança, bem acomodado vão longe, aonde o cão for, estarão juntos, só apeia quando chegarem em casa. Se no passeio algum outro cão estranhar o seu amigo, está armada a maior confusão, salta de cima do companheiro e compra a briga. É valente mesmo, corta o adversário sem dó, pois seus incisivos são como faca, até matar se o inimigo não fugir, terminada a contenda monta de novo e vamos embora. Raro são os cães que sabem matá-lo. Com o “Chibante” sempre comiam juntos com uma pequena diferença, todos nós sabemos que o cão é guloso na hora da refeição, não admite que outro animal seja seu convidado. Gosta e faz questão de saborear tudo sozinho sem dividir nada com ninguém. Rosna, e faz a maior baderna com quem quer que seja, é como quem diz: Aqui é só meu, dê o fora daqui seu intruso! Rrrrrrrrrrrrrrr! Neste caso o quati respeita o amigo!
MARAVILHAS DA NATUREZA: CONVIVÊNCIA, IMAGINAÇÕES E CONHECIMENTOS NA

CRIAÇÃO DESTA OBRA POR: LUIZÃO-O-CHAVES   ANASTÁCIO, 21/02/2014  

Um comentário:

  1. APENAS COMO SUGESTÃO, INCORPORE AO TEXTO ALGUMA MENSAGEM PARA O RESPEITO AO AMBIENTE NATURAL E AS ESPECIES QUE NELE VIVEM. HAVERÁ UMA DIA EM QUE EXISTIRÃO POUCAS HISTÓRIAS PORQUE MUITAS ESPÉCIES DEIXARÃO DE EXISTIR POR CULMA HUMANA. ASSIM TUDO FICARÁ MAIS TRISTE, ALÉM DO MAIS, É IMPOSSÍVEL VIVEMOS SEM O MUNDO NATURAL. AS SECAS ESTÃO AÍ, BEM COMO AS ALTERAÇÕES DO CLIMA...NOS HUMANOS SOMOS EGOISTAS E IMEDIATISTA POR NATUREZA. SEI QUE TENS MUITOS CASOS INTERESSANTES, APROVEITE-OS COLABORANDO PARA UM MUNDO MELHOR...OBRIGADO

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